terça-feira, 10 de julho de 2012

Arquitetura Japonesa

Originalmente, os japoneses seguiam os mesmos princípios arquitetônicos dos chineses. Mas, aos poucos, foram adaptando as construções às suas próprias características territoriais e sociais. Os templos construídos a partir do século VIII, por exemplo, passaram a utilizar madeira para fazer telhas e piso no lugar da cerâmica.



 As mudanças mais marcantes começaram a ocorrer no século XII, o primeiro da era dos samurais, marcado por guerras constantes. A construção de estruturas fortificadas tornou-se essencial para proteger os domínios dos samurais, que passaram a se dedicar à construção de castelos. Além das ameaças de ataques, era comum também ocorrerem incêndios naturais, causados pelo inverno seco. Por isso, as edificações civis eram muito simples: o design e os materiais utilizados na confecção das casas facilitavam o processo de reconstrução. E era comum as cidades manterem um estoque de madeira nas redondezas, para servir de matéria-prima caso a cidade tivesse que ser reconstruída.



No século XIX, o imperador Meiji passou a valorizar a adoção de idéias arquitetônicas ocidentais. Os principais arquitetos japoneses da época estudavam na França e logo passaram a seguir influências modernistas e expressionistas. Depois da Segunda Guerra Mundial, ocorreu uma verdadeira revolução arquitetônica no Japão: as cidades que foram devastadas por bombardeios precisavam ser reconstruídas, e os japoneses decidiram seguir as tendências mais inovadoras da época. O aço substituiu a madeira, e os prédios altos substituíram as casas simples.


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